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12.2.10

perturbada

é mesmo assim que me encontro ao fim de vir de um funeral.
e por vários motivos...
na passada sexta-feira um dos melhores amigos do meu irmão teve um acidente de viação com a namorada.
ele saiu ileso ao contrario dela que a tentaram reanimar no local do acidente sem sucesso, seguindo de imediato para o hospital de Viseu e de seguida para o de Coimbra transportada de helicóptero.
desde o dia do acidente até a passada quarta-feira que se encontrava em coma, e acabou por falecer na madrugada de quarta para quinta-feira.
desde que tive conhecimento do acidente que fiquei consternada com a situação, não conhecia a rapariga mas desde sempre que me relaciono tanto com a família dele como com a família dela, e aquela situação mexeu comigo, tanto é que todos os dias telefonava á minha mãe a saber noticias.
ontem quando soube do falecimento e da hora do funeral, decidi adiar os meus afazeres para poder comparecer.
não sei explicar o motivo mas senti-me na obrigação de ir.
e qual não foi o meu espanto quando soube que a família da rapariga anda a rondar a casa do rapaz e a ameaça-lo de morte. não sei e espero nunca saber o que é sentir a dor de perder um filho, mas imagino, mas acho que acima de tudo terá que haver bom senso.
e como será de calcular ela não morreu porque ele quis, não foi ele que decidiu que ela morresse,mas sim a força do destino.
e para minha surpresa, no meio do funeral, ouço alguém perguntar "então não abrem o caixão", e uma das tias respondeu amargamente "não, isso era o que toda a gente queria. ver. o caixão foi aberto á família e chegou". respeito a decisão que a família tomou, mas acho que a resposta que deu foi uma falta de respeito com todos aqueles que compareceram a dar apoio e a prestar uma ultima homenagem.
mas as surpresas não acabam por aqui, presenciei uma coisa que nunca pensei ver.
enquanto os pais e avós lamentavam a morte da filha/neta debruçados no caixão o senhor da funerária aproxima-se do caixão, tenta afasta-los e diz-lhe "já chega". pelo amor de Deus a onde é que já viu tempo limite para chorar a morte de um filho/a.
mas á mais... a família dele não esteve presente no funeral por proibição da família da vitima.
não faço ideia do que se passa na cabeça desta gente, mas de uma coisa eu tenho a certeza próximos funerais desta família eu não estarei mais presente.

1 comentário:

Vera R. disse...

sem palavras..

bjs